Júlia { 3 aninhos!} | Bauru-SP

O que eu mais admiro  nas crianças (além de tantas outras qualidades) é a amizade.

O poder que elas tem de encontrar nas pessoas (crianças como elas ou não) o melhor que existe.

Elas não julgam pela aparência. Elas não são amigas por interesse. Elas não ocultam o que são.

Não canso de dizer que aprendo demais com os pequenos.

Na festinha da Júlia, eu vi tudo isso sendo colocado em prática.

Imagina se você em uma festa sua, abriria mão de conforto, roupas impecáveis, etiqueta social, para se divertir?

Imagina então se o seu mundo, fosse feito assim, de momentos intensos muito bem vividos?

Imagina se você pudesse aproveitar ao máximo tudo ao seu redor, sem se preocupar com o que as outras pessoas vão pensar.

Imagina mais ainda: imagina se você pudesse dividir tudo isso com outras pessoas que mergulhassem no mesmo mundo que você?

Pessoas estas que você não está nenhum pouco preocupada com o que tem, da onde vem, mas quem são, como compartilham, como transbordam…

Não estou falando de infantilidades, que graciosamente, são das crianças.

Estou falando de viver de verdade. De ser de verdade. De não ter medo de verdade.

A Júlia me ensinou isto. Sempre de mãos dadas com suas amigas, sempre chamando os amiguinhos para as brincadeiras, sempre sorrindo, sempre alegre, sempre se divertindo no seu grande dia. Lindamente, ela transbordava ali o amor que aprendeu com seus pais. E nem os pontos que ela levou na testinha impediram alguma coisa.

Mas…e se você estivesse no lugar dela? Será que seria capaz de não deixar uma dor atrapalhar tanta intensidade?

Nós adultos temos uma capacidade incrível de deixar pequenos defeitos, pequenas situações, até uma palavra, serem maiores do que todas as outras bençãos.

Pode até ser que seja pesado escrever isto, mas não é verdade?

No decorrer da nossa vida, vamos nos tornando responsáveis por muitas coisas.

Ser como uma criança não é abandonar tudo isto. Jamais.

Ser como uma criança é pelo contrário, viver cada segundo de forma totalmente verdadeira. Como realmente somos.

Chorar quando se tem vontade, sorrir quando se tem vontade, abraçar quando se tem vontade, tomar sorvete mesmo estando em uma dieta. Dizer que ama! Ou ter a coragem ainda, de dizer que não gostou de algo, da forma mais sublime, que só as crianças sabem.

Coisas que nos fazem experimentar o prazer de estar vivo.

A gente pensa muito. As crianças simplesmente vivem!

Não é atoa que elas conseguem fazer amizades de uma forma impressionante.

Elas simplesmente acreditam, porque elas são cheias de verdade. Elas se doam pelo que são.

Elas se entregam pelo que também são capazes de entregar.

As crianças são esperança.

E é no sorriso delas que eu continuo acreditando que a vida é feita principalmente de cores, e de música.

E é por causa delas que eu nunca vou desistir de traduzir o amor, em luz e em palavras.

À Júlia, a minha gratidão.

Aos pais dela, Bruna e Bruno, meu muito obrigada por fazer parte e aprender tanto!

E à Deus, tudo. É Ele que move e dá sentido à minha vida!

[Buffet ZappTeen

Decoração: Artfest e Tudinho de Biquinho (forminhas personalizadas)]